Ford Ka: Avaliação

Como pontos negativos é a ausência dos freios ABS, até mesmo como item opcional nas versões mais caras, e o consumo elevado cobraram sua conta. Apenas o suficiente para esperar a chegada de uma geração nova e global, daqui a 3 anos. O quadro de instrumentos com novos grafismos e iluminação branca melhoraram a leitura. E, se a intenção é investir mais um tanto em conforto, o ar-condicionado pode fazer a diferença nos dias mais quentes, mas o fraco motor vai penar ainda mais.

Ford Ka

O torque máximo de 9,1 kgfm com etanol é baixo e chega tarde, deixando o motorista em saia-justa nos momentos em que desempenho é necessária: na saída do semáforo, tudo bem, mas encarar ladeiras íngremes, entrar na via expresa vindo da pista local ou pegar a estrada com seus momentos de ultrapassagem de carreta torna-se quase atividade de risco. A rigidez torcional impressiona positivamente. De fato, o Ford Ka é um carro bacana no ambiente urbano. Se o modelo oferece uma bacana condução, o mesmo não pode ser dito sobre o consumo. As dimensões do Ford Ka são um problema para os ocupantes do banco traseiro. Se todo mundo fosse igual ia comprar o mesmo carro. O Ford Ka continua com “pinta” de carro veloz, com linhas vincos, fluidas, faróis com máscara negra e lanternas translúcidas.

A Ford acabou com o rodeio e agora só entrega o motor 1.6 numa versão chamada Sport, cheia de opcionais e cores estridentes. A reestilização promovida agora pela Ford até rejuvenesceu o modelo, principalmente pela grade dianteira em formato trapezoidal. no geral um carro bacana pra andar na cidade e pequenas viagens, mesmo com os defeitos de suspensão, direção e espaço ainda foi o melhor 1.0 que já tive, cabe em qualquer buraco, anda bem na estrada e nunca canta pneus é surpreendente.

O interior é bastante espartano, com grandes espaços dos painéis de porta sem revestimento. Posteriormente da fase redonda, o Ford Ka chegou à caretice na segunda geração, lançada em 2009 com visual conservador exclusivo do nosso país. Quadradão e pesado, entrou em decadência: a princípio, o estilo mais “fácil” ajudou a vender, mas o comportamento que deixava a desejar, erros de projeto como o que provocava o “barulho de mar” do tanque de combustível, acabando com o barulho de onda que invadia a cabine, mas isso não quer dizer que o interior do Ford Ka é um ambiente tranquilo. motor parece um tanto carente, não gosta que pise, pra quem tem pé pesado dá problema. O mecanismo de rebater o encosto do banco sai com facilidade, caso use um tanto mais de força.